domingo, 22 de agosto de 2010

Mensagem de um amigo.

From: leonel@weproducoes.com.brTo: crisvidas@terra.com.br; augustolion@hotmail.com; samuel_barreto@hotmail.com; sonialetycia@gmail.com; bruna_gabriela6@hotmail.com; lola2night@hotmail.com; caroline_richieri@hotmail.com; bskybr@gmail.com; lilianeartesvieira@hotmail.com; analu.hart@hotmail.comSubject: Parabéns amigosDate: Thu, 19 Aug 2010 13:06:38 -0300








Ser ator é realmente uma profissão de maluco, fascinante. A poética do ridículo, o brincar de faz de conta, o infindável universo onírico infantil e a tremenda cara de pau fazem com que os atores encantem - pelo seu poder de transgressão, pela sedução, pelo poder de conscientização, pela capacidade de simplesmente entreter e pela mágica de poder ser quase todo mundo - aos que os assistem e sonham junto com eles. Lemos Diderot, Stanislavsky, Grotovsky, Maierhold, D. T. Suzuki e uma infinidade de outros livros (todos fundamentais). Ouvimos muita música clássica para apurarmos nossa noção de ritmo, de cor, de intensidade. Ouvimos samba, pagode, MPB, música sertaneja e o diabo a quatro, graças ao bom Deus. Graças a obrigatória falta de preconceito para ver e viver a vida como ela é (obrigado, grande Nelson!) e poder reproduzi-la, e, melhor ainda, recriá-la como uma pintura, que quase sempre é mais rica do que uma foto. Vemos (com o corpo inteiro) pinturas de Bosch, Goya, Velásquez, Max Ernst, para tentar compreender alguns mistérios da vida, para provocar nossos sonhos, ou, para nada. Só para ver mesmo. Que bom!Conversamos com o Zé que vende coco no quiosque da praia e notamos um gesto diferente, um ritmo novo, outras possibilidades de comportamento e de comunhão com a vida. Observamos sem pensar. Viva o Zé! Precisamos dele. E depois colocamos uma armadura e dizermos que somos cavaleiros da Távora Redonda, dizemos que somos bons, que somos maus, que somos bons e maus, que somos gente. É uma profissão que deveria se iniciar logo que a pessoa começasse a falar e a ler, e terminar no início da adolescência, já que os adolescentes têm verdadeiro horror a pagar mico. Mas não, o maravilhoso complexo de Peter Pan nos acompanha pelo resto da vida e passamos a nos comportar como crianças relativamente adultas. E aí entra a poética do tempo que estará sempre a nosso favor.

Fazer um bom trabalho de ator é sempre muito arriscado, mesmo que o personagem seja comum, simples, cotidiano. É mais arriscado ainda. É raro, mas acontece de ver um ator dizendo que está arriscando quando na verdade está fazendo um trabalho histérico e fora da medida. No caso de uma novela, geralmente as pessoas se acostumam e até passam a gostar. O erro faz parte do show, eliminá-lo é impossível, diminuir a margem de erro através do estudo, dedicação, e, principalmente, leveza e bom humor, talvez seja o melhor caminho. Cada um escolhe o seu. É uma profissão generosa, democrática e acolhedora. Qualquer um pode ser ator, basta saber falar, andar, ler e ter o juízo mais ou menos perfeito. Todos têm direito a tentativa e ninguém tira o lugar de ninguém. Fazer um bom trabalho de ator, permanecer digno praticando o ofício já são outros quinhentos, não é para qualquer um. A consciência de que somos inevitavelmente precários por sermos humanos pode ser um grande estímulo para fazermos trabalhos grandiosos. Viramos heróis, mendigos e uma infinidade de outros personagens para, entre outras coisas, vencer a morte (êta coisinha incômoda). E, no final, conseguimos rir de nós mesmos. Quero, por fim, agradecer aos meus nobres e loucos companheiros atores por percorrerem esse caminho inventado e que aumenta a vida, o prazer e o sonho. Quero agradecer aos grandes atores que já superaram o estágio dos adjetivos e conquistaram a liberdade plena da criação. Qual o adjetivo para Fernanda Montenegro, para Laura Cardoso? Quero agradecer também aos que estão começando, aos que estão terminando (se é que isso é possível) e aos que estão por vir. Sou ator, acho que isso quer dizer alguma coisa.


Antonio Caloni

segunda-feira, 19 de julho de 2010




Ser ou não ser, eis a questão!
Hamlet * William Shakespeare.

Dália, faz o seguinte: diz a Selminha que a única coisa que se salva é o beijo no asfalto.. ninguem acredita, mas eu acredito em mim.. Selminha há de acreditar..
E o ciclo se fecha, no dia 01/07/2010. Obrigado Deus, família e amigos..
finalmente, ator!

sábado, 21 de novembro de 2009

Dancing in the dark.

Eu não conhecia essa cidade estranha, como até hoje ainda não conheço. Assim que fiquei solteiro, fui dividir um ap (uma kit na verdade), na rua Frei Caneca.
Me lembro que quando ainda morava no interior, e morar em SP era um sonho um pouco distante, vim com uma excursão da faculdade assistir a peça o Pequeno Príncipe, com a cara lavada e deslavada da Luana Piovanni e pensei : “Que rua legal, queria morar aqui”. E morei mesmo.
Foi a considerada época do “perrengue-chique-falso burguês-retrô”, naquela rua manisfestada pelos tipos Glbetanos de todas as idiossincrasias possíveis, de Drag queens falidas a bichinhas poc-poc, com tênis nike de 17 molas, ultra coloridos e translusentes. Pagando um aluguel absurdo e condomínio integrado por serviços de elevadores de madeira antigas e mal cheirosas a porteiros mal-educados e homofóbicos.
E do portão pra fora, na ultima quadra da rua, esbarrávamos no esnobe com a bolsa de grife e centavos contados para o táxi, a voz anasalada e irritante denunciando o arco íris, puro status, e com o esforço patético em esconder as condições reais de “to fudido e mal tenho o dinheiro pra uma pinga no bar da esquina”. Era mais ou menos assim...
A kitinete que era povoada pelos tipinhos ridiculamente superficiais e desenhadamente desanimadores, mantinha um rotina de festinhas estranhas e desordem habitual.
E foi morando na mesma rua, que conheci a Loca. Uma famosinha casa noturna underground. A loca é meio 8 ou 80, tem gente que ama, tem gente que odeia. Muita gente fala que lá tem encosto, eu sempre sai de lá carregadíssimo, mas sempre voltava, quase batia cartão aos domingos e ia trabalhar na segunda-feira com o humor dos diabos.
Estava mal acostumado com o som popular eletrônico das remixagens que você encontra em qualquer radiozinho pop, os “pôperos da vida”, que quando toca todo mundo gosta. E se você não gosta, todo mundo te olha e te acha idiota (me lembro que todo mundo me olhava e me achava idiota)...
Então, adentrando naquela caverna literalmente underground, logo na entrada uma cadeira elétrica desativada, sarcófagos, a rainha de copas sorridente, paredes quebradas dando passagem pro lounge escuro. Tudo muito escuro... E uma escada insegura que te leva pro andar de cima, onde se encontra o quarto ainda mais escuro.
O banheiro unissex com um espelho central, aposento das tiazinhas tricoteiras insuportáveis, que já briguei algumas vezes. Briguei = passado, não brigo mais, logo não freqüento mais.
A pista de dança, ou de viagem individual e/ou coletivo pequena e escura, com um palquinho pra hostess vesga e hostil comporta o som.
E o som é O SOM!

To be continued...

Falando desse lounge, me veio uma lembrança.
Num domingo, (porque somente é valido aos domingos, GRIND), há muito tempo atrás, sob efeitos de doses de tequilas-ouro (onde conheci os efeitos Tequilas-encosto instantâneos na balada, que te faz brigar, gritar e ficar com quem se arrepende depois), estava eu passando, e vi sentado comportadamente uma pessoa loira e com o rosto conhecido, pensei: “eu conheço aquela pessoa”. Mas sabe quando você não se lembra, achei que fosse alguém do interior, alguém bem próximo. Só depois de um tempo, não sei se no outro dia eu descobri, era o Herchcovitch. E eu achando que era algum conhecido do interior... Mas enfim!

E o som.

Foi a primeira vez que escutei Special K (Placebo), sabe quando você é transportado pra uma outra dimensão, inexplicável, e escuta os sons que você sempre quis escutar, mas nunca apresentado-lhes foram. Quando tem uma identificação grupal e você achando que era o único que gostava daquilo... Quando tocava Take on me (A-ha), Depeche mode e Earuse. L também conheci Mr Brightside (Killers), pelas mãos de quem sou fã, “the dj Pomba”.
As vezes me esquecia em qual década estava, tinha certeza que estava nos anos 80, a minha preferida. Achava que estava em um daquelas boates Studio 54. Era transcendental. As pessoas que faziam parte daquilo erm diferentes e faziam a minha cabeça. Achava todo mundo muito interessante, tão seguros, invejava a autoconfiança. Eram despojados e livres e aparentavam ter domínio de si e da situação.
Mas só aparentavam...
E eu voltei lá dia desses, tinha ido uma outra vez antes dessa, e não foi mais a mesma coisa.
Era a mesma Loca de sempre, as mesmas pessoas, o mesmo som e mesma atmosfera noturna, toxicológica e atraente. Mas não sei... Não fez mais a minha cabeça. Como se tivesse desembaçado meus óculos retro de armação preta, aquele ‘todo mundo interessante” não me era mais interessante, o que aparentemente tinham domínio de si e da situação, não passava de efemeridade, futilidade, carência, tanta falta do que dizer, fuga e infelicidade.
Pareciam que estavam todos perdidos buscando a luz na escuridão.
E eu nãi me vi mais fazendo parte daquilo. Na verdade , participava exporadicamente com um pé atras e dedos cruzados.
Naquele lugar pra mim é impossivel encontrar o Amor. Mas ouvir Smiths ou
the Cure me fez lembrar de um desses amores que a gente guarda na gaveta, como uma cueca branca e velha que a gente gosta de usar pra ficar quietinho, só com a gente, na busca da solidão de direito. Lá encontrei alguns, que passaram antes de saber ao certo se foram paixões ou invenções.
Me lembrei de Dancing in the dark, com a melhor Björk (sensacional, no sentido literário da palavra de causar sensação). Aconselho Björk e aconselho Loca tambem, com moderação. Use-a e não deixe ser usado, embora seja inevitável meu caro.



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Madeleine

Madeleine é brasileira, mas morou na França por um ano e sua primeira paixão foi um francês chamado Thomaz. Seus pais são dois advogados sexagenários, habitantes de uma casa de 13 anos no Pacaembu, que dormem o tempo todo a base de Lexotan , enquanto ela e seu irmão que nunca trabalhou na vida, bonitinho mas ordinário, joga poker e fuma maconha na mesa da sala de jantar da família.
Madeleine se formou em Publicidade, trabalha atualmente em uma produtora não conhecida, dirige alguns vídeos-clipe de bandas fraquinhas, com produção mais fraca ainda.
Madeleine gosta de wisk seco, tem dois quadrinhos originais da França, desenhados a carvão, presente de papai e adora mostrar o seu mimo pra seus casinhos de balada.
Madeleine, as vezes, tem complexo de Maria do Bairro ou Lady Keity, gosta de contar pro seus casinhos de balada (pobrezinhos coitados) quanto Papai e Mamãe gastaram num jantar comemorativo de aniversario:
- Papai e Mamãe pagaram a conta do jantar de todos os convidados – total mais de 700 reais em uma só noite.
Madeleine faz questão de contar pra todos que seu ex é um médico oncologista super requisitado. Ela se orgulha disso. Se você for apresentando a ela em uma festa, ela certamente logo lhe dirá:
- Prazer sou Madeleine. O meu ex é um oncologista, você conhece?
Madeleine gosta de tomar vinho branco também, já tomou todos do Pão de Açúcar, perto da sua casa. Gosta de queijo brie, habito que adquiriu na Europa e ela sempre ressalta: “Porque eu adoro Paris, e lá fora os queijos são super baratos”.
Madeleine fica te olhando a balada inteira como uma pata, ate você ficar desconsertado e olhar pra cara de bunda branca e mal lavada dela. E se você der o azar de ficar pangüando na porta da balada, ela vai com a cara gorda dela ate você:
- Prazer, qual o seu nome?
E você responde:
- Augusto.
E ela pergunta sorrindo:
- Augusto de quê?
Na hora você pode ficar confuso e não entender. Isso é muito americano. Mas para Madeleine é aceitável, ela tem hábitos europeus, uma coisa a “la gringa”. Eu acho o ápice do brega Cauby Peixoto. Para ela isso importa.
Madeleine é inconstante. Uma noite ela vai fingir que sente ciúmes de você, outra ela vai pegar no seu braço e vai dizer:
- Gato, a gente não ta namorando. A gente ta ficando... Se você ficar com um, dois ou três, eu não vou te odiar por isso, agora se você ficar com cinco eu vou broxar. (Até quatro pode, cinco ela broxa entendeu?!).
Madeleine vai te levar pro quarto dela, apagar as luzes, acender as velas vermelhas e amarelas, desastrada, numa noite ela deixa-se queimar. Mas Madeleine também é blasé (porque isso também é europeu) e não demonstra muitas reações.
Madeleine vai colocar sempre os mesmos Cds pra tocar, do Ben Harper, com a janela escancarada pra lua, a noite vai te enganar, ela vai cantar em seu ouvido a mesma canção em inglês, mastigando o queijo brie, vocês vão dançar, pode tocar nessa hora na radio rock (porque ela adora rock, especial Strokes), uma musica super antiga da banda Mônaco, e coisas bonitas, com muita persuasão.
Mas Madeleine não esta envolvida, ela só quer prazer fugaz, como todo europeu, e vai ficar exaltada e tirar a roupa.
Nesse momento, o queijo brie dará revertério no estomago, o vinho vai querer subir do esôfago, e as velas desconsoladas apagaram sozinhas, poupando constrangimentos maiores, porem inevitáveis.
Madeleine tem um corpo bizarro, seus beijos e seus toques são as coisas mais frias da face da terra. A sua bunda caída e chupada se confundem com suas pernas finas e tortas, destoando de sua barriga gorda e flácida.
Mas a Madeleine é insistente, é rica, não percebe e talvez nunca perceba que seu dinheirinho pode comprar tudo, exceto sua falta de sex- appeal.


A seguir Not Fair de Lily Allen dedicado especialmente a Madeleine.

http://www.youtube.com/watch?v=5Qa28ZrHPcc


Um beijo Madeleine, não sei porque fui te conhecer...

domingo, 18 de outubro de 2009


– Me diga seu nome.

– Obrigada. Meu nome é Jane.

– Não, não esse, seu nome real.

– Obrigada. Meu nome é Jane.

– Seu nome verdadeiro! Me diga seu nome verdadeiro! Eu sei que seu nome é Alice!

– Obrigada. Meu nome real é esse, Jane Jones.




'where ? show me! where is this love? I can't see it, I can't touch it, I can't feel it, I can hear it. I can hear some words,but I can't do anything with your easy words.'


Viva o Tio Dima..

















Todos iguais, todos iguais.
Seja uma bilha, ou seja uma caneca, um bule ou uma xícara: os pontos!
Os dentes da velha que rinjam e parecem dizer, estou quebrada e consertada, ofereço o bem e ninguém quer aproveitar, ninguém me deixa fazer um trabalho limpo dentro das regras da arte..


Tio Dimas Licasi

Vada

Vada: Vou me casar com o Sr.Bixler
Thomas: Você não pode se casar com um professor, é contra a lei!
Vada:Não é não!
Thomas:É sim, por que desse jeito ele só vai te dar "A" e isso não é justo.
Vada: Por que as pessoas querem se casar?
Thomas:Quando se envelhece, você simplismente têm.
Thomas:Vada?
Vada:Sim?
Thomas:Você pensaria me mim?
Vada:Para quê?
Thomas:Bem, se não se casar com o Sr.Bixler
Vada:É...(ri)...acho que sim

Afinal, quem nunca teve um pouco de Vada dentro de si?

.. põe os oculos nele, ele não enxerga sem os oculos..

Em Madison, Pensilvânia, no verão de 1972, "My Girl" é uma história de uma garota, que conta a história do seu primeiro amor e da sua perda.
Vada Sultenfuss é uma garota de 11 anos. O seu pai, Harry Sultenfuss, é um viúvo que não consegue compreender sua filha e, com isso, quase sempre a ignora. Vada não tem mãe, já que ela morreu no seu parto (sendo que ela acha que a culpa foi sua).
Para encarar tudo isso, Vada tem um melhor amigo, Thomas J. Sennett. Ele é um menino impopular, e isso faz com que Vada não tenha amigas. Suas aventuras do verão - do primeiro beijo ao último adeus - introduzem Vada ao mundo da adolescência.
O verão começou bem, com seu melhor amigo, Thomas, subindo em árvores. Mas, apesar disso, as coisas começam a piorar, quando ela descobre que seu pai e Shelley Devoto estão namorando. E, para completar, em uma das aventuras de Vada e Thomas, Thomas acerta um cacho de abelha - sendo que Vada estava junto e, em uma das atiradas com pedras, deixou o seu anel cair. Mas, depois que isso acontecesse, Thomas volta para pegar o anel da sua melhor amiga, mesmo ela dizendo para ele não mexer com as abelhas. Nesse ato, ele dá um pequeno chute do cacho, e começa a procurar o anel. Ele conseguiu achar o anel mas, depois disso, diversas abelhas começam a sair do cacho, e começam o "atacar". Os seus óculos caem no chão e, apesar de ser levado para o hospital, ele tem uma reação alérgica, não sobrevivendo.

Inscrição no curso de poesia de férias de verão:

Salgueiro chorão com lágrimas escorrendo
Por que você chora e fica gemendo?
Será porque ele lhe deixou um dia?
Será porque ficar aqui não mais podia?
Em seus galhos ele se balançava
E ainda espera a alegria que aquele balançar lhe dava?
Em sua sombra abrigo ele encontrou
Imagina que seu sorriso jamais se acabou
Salgueiro Chorão pare de chorar!
Há algo que poderá lhe consolar
Acha que a morte para sempre os separou
Mas em seu coração para sempre ficou."

Vada Sultenfuss, My Girl - 1991